sábado, 25 de abril de 2009

sede
o grito
o anu
cego / já pode
cantar

água
dessossego
o choro
o bebê

grávida / já pode
dizer
mãe.
o céu violáceo
os morcegos
não param

a origem:

as redes
esticadas
no quintal

os mamões
estão
maduros...

apenas
de
criança.


borka / 2009
ToAlHaS sEcAs

o espelho no quarto / meio
um rosto imberbe
a agonia que se / aproxima
pêlos caídos no chão
a força messiânica
como conselheira

navalha cega,
encolhe a pele / retraí o tempo
sorvo em regressão d'alma
para onde ir?
fluo em direção
do ventre

os olhos vesgos em lágrimas
enxugo-as em / toalhas secas

dissecando, um corpo / blasfemo

o vácuo
suga
o
vazio...

BORKA / 2005

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

ENTRE SI SUAS DIFERÊNÇAS

o vapor
pelo teto / borbulha
e o quarto
encheu-se
de vazio

mas é preciso
penetrar a noite
com seus espirítos

ao pé do espelho
a velha-navalha
e um arrepio
de lágrimas

e o mundo
deixam
muitos
desejos
UM OLHO O FÓSFORO

a cada minuto
este brilho
circunda /
parece
ancorar-se
no silêncio

mergula
na distância
do vácuo / entre
o vaso e a dor

vem a bordo
dos gritos / fixa-se
nas paredes, tu
vês nele / a saída
entre o ser e o nada.

boRka



terça-feira, 28 de outubro de 2008

apresso
e chego
no limite
que nunca
quis alcançar

o compasso /
amigo do peito
não tinha pressa

e quando penso
que cheguei
no
fim

permaneço / vejo
o início

o princípio
adormece
em
mim.

borka